Eu, que no Dia da Mulher disse que não me ligava muito em datas, estou aqui, mais uma vez falando sobre outro dia de alguma coisa. Mas acontece que o que hoje é homenageado é mais do que meu gênero, é mais do que minhas escolhas, é mais, talvez, do que eu sou, ou penso que sou: hoje é o Dia da Poesia!

Liniers cria poesia visual e escrita nas tirinhas do Macanudo
Não sei em qual momento da minha vida a minha percepção decidiu que em tudo que eu colocasse os olhos eu enxergaria poesia, mas sei que é assim que é. Sei também que foi o Mário Quintana quem abriu meu coração para a poesia, com este poema:
DO AMOROSO ESQUECIMENTO
Eu, agora – que desfecho!
Já nem penso mais em ti…
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?
Vejo poesia na vida, na morte, no pensamento e no branco mental, na forma como nos comunicamos e nas infinitas maneiras que arranjamos para travar essa comunicação. Se eu tivesse que definir do que minha alma é feita, com certeza diria é de poesia que ela se faz.
E pensando em como levar um pouquinho dessa minha visão turva de tão poética até vocês que decidi como seria a minha homenagem. E nada melhor para isso do que essa minha poesia (que você pode conferir direto no meu blog também), que fala do poema, ou um poema que fala da poesia. E da inspiração. E da falta dela. E da falta de mim, nela.
hiato
o tempo respira
poesia
pra dentro de mim
maturo sobre o lápis,
atônito,
o meu peso penso
rumino cada grama
de agora
no que resta
de papel
em branco
e penso
que de uma vida
já passada
resta só
o nada
e do que vai
e não foi
tenho a mim
e o que estou
…
e a poesia
desapegada do grafite
passeia em complacência
com o
nem antes
e
nem depois
desaguando sobre o instante
desaparece
logo após cada presente
e abandona
a lida
a vida
e o poema
sem nunca nem sequer
ter se feito
existente
Mas a poesia é muito mais do que um poema que a abandona, ou uma escritora que tenta impedir essa fuga. A poesia é ler, ver, tocar, é o livro, as pessoas, os poetas, as coisas, as vidas, as não-vidas… E é por isso que queremos invadir a sua alma com poesia! Reynaldo Damazio, editor da Dobra Editorial, resolveu presenteá-los com 5 (cinco, isso mesmo!) títulos de poesia da Dobra: “Vinte e um poemas de amor”, Cyro de Mattos; ”Chão e sonho”, Assis Lima; ”Retratos falados”, Astier Basílio; ”Céu sem dono”, Luiz Gonzaga Neto; ”O sol nas feridas”, Ronaldo Cagiano.

O que acham? Estão afim de encher suas prateleiras com lindas e profundas palavras? Seguinte:
Vamos sortear 3 (três) títulos no Facebook, e 2 (dois) no Twitter da #comofas. Para participar, é simples!
Facebook: Curta a página da Comofas Comunicação e da Dobra Editorial no Facebook, e conte para nós (aqui mesmo nos comentários deste post) qual a poesia que mais invade a sua alma! A resposta que mais nos invadir também leva para casa os livros ”Vinte e um poemas de amor”, Cyro de Mattos; ”Chão e sonho”, Assis Lima e “Retratos falados”, Astier Basílio!
Twitter: Siga a Comofas Comunicação e a Dobra Editorial no Twitter, e mande para nós (é só citar a @comofascomunica) a poesia que mais invade a sua alma! Mais uma vez, a resposta que mais nos invadir leva para casa os livros ”Céu sem dono”, Luiz Gonzaga Neto; ”O sol nas feridas”, Ronaldo Cagiano.
O sorteio será realizado na sexta-feira, no final da tarde! Lembrando que vocês podem participar quantas vezes quiserem, pelo Twitter e Facebook!
Curtiram? Então participem e deixem a poesia invadir vocês!
RESULTADO:
E para escolher as duas pessoas que vão receber em casa alguns títulos lindos da Dobra Editorial, nós convidamos alguém especialíssimo no assunto para decidir essa parada, o escritor Luiz Gonzaga S. Neto, autor de um dos livros da promoção, “Céu Sem Dono”!

O Luiz escolheu dois poemas, o “Eu Te Amo”, do Chico Buarque, e “Buracos no Céu”, do Chacal, mas precisou escolher um preferido! E sua resposta foi…
“Gosto muito do Chico Buarque, mas fico com o poema “Buracos no Céu” (que é do Chacal e está em sua antologia chamada Belvedere).”
Ou seja, Jairo Jr., que indicou o “Buracos no Céu”, do Chacal, leva para casa 3 títulos de poesia da Dobra Editorial, ”Vinte e um poemas de amor”, Cyro de Mattos; ”Chão e sonho”, Assis Lima e “Retratos falados”, Astier Basílio.
Já a Lorena Maria, que nos indicou o grande Chico Buarque, leva os dois títulos de poesia da Dobra, ”Céu sem dono”, Luiz Gonzaga Neto; ”O sol nas feridas”, Ronaldo Cagiano!
Muito obrigada a quem participou, curtiu e compartilhou, e fiquem ligados que já está rolando outra promoção aqui no blog da #comofas!
Ah! Para visitar o meu blog de poesia, é só clicar aqui! E para ver mais da poesia escrita-visual do Liniers, clique aqui no site do Macanudo!