Bem, antes de qualquer coisa, muito prazer. Meu nome é Caio de Freitas Paes, e terei um espaço aqui, no blog da Comofas! Estou muito honrado com o convite, e espero que vocês gostem dos meus devaneios por aqui. Digo devaneios porque, tal como nossas mentes confusas, este espaço deve falar de um monte de coisas. Claro, haverá assuntos mais recorrentes, como cinema, quadrinhos, seriados, games e alguns textos um pouco mais literários. São os temas que mais me agradam, temas que merecem atenção, reflexão, debate, sugestões. Não esperem lógica. Teremos desde textos sobre faroestes italianos, cinema asiático, grandes editoras de quadrinhos, HQs menos mainstream, games de luta, pensamentos sobre nossas vidas, ficções literárias. Será confuso, provavelmente, mas espero que seja válido a vocês, meus caros. E, pra dar início a este espaço, quero falar um pouquinho sobre um dos melhores quadrinhos publicados recentemente aqui no país. Por uma feliz coincidência, é uma obra feita totalmente por brasileiros: Daytripper, dos irmãos gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá.
Posso ser apenas um nostálgico inveterado, mas a vida é feita de memórias. Lembranças, finitas e completas em si mesmas. Somos um construto inacabado de experiências, completamente pessoais e únicas. Nesta longa trajetória, conhecemos pessoas, lugares e sentimentos que nos são inestimáveis. E, de certa forma, a cada experiência importante que passamos, morremos. Nossos antigos “eu’s” ficam estagnados naquele momento e, ao mesmo tempo, se mantém vivos dentro de nós mesmos. Amores e amizades por vezes se acabam porque as pessoas não conseguem perceber nossas mudanças. Ou não as aceitam. Abençoados aqueles que, ao fim da jornada, conseguem cultivar estes sentimentos. Há uma música linda de Paulinho da Viola, que de certa forma dialoga com isso; a letra diz: “Meu mundo é hoje não existe amanhã pra mim/Eu sou assim, assim morrerei um dia/Pois sei que além de flores, nada mais vai no caixão”. Todo este devaneio, de certa forma, está contido nesta obra genial dos gêmeos Bá e Moon. Como toda obra cultural, a HQ inspira sentimentos e visões distintas em seus leitores; em mim, suscitou um pouco de reflexão acerca da vida. De nossa incompletude, das pessoas, das esperanças e amores que nos cercam. Sensível, poderosa, onírica, linda. Daytripper é, sem exageros, uma obra-prima.
E você, gostou? Já leu o Daytripper? Conta para nós o que achou! Logo menos o nosso querido Caio volta para falar mais sobre suas percepções sensíveis do mundo!


