Sabe aquelas ideias que só precisam de um empurrãozinho para sair do papel? Então! Nosso querido colunista Caio de F. Paes mandou um texto lindão essa semana, que nos inspirou para enfim começar uma coluna que planejávamos: o filme da semana da #comofas!
No seu texto (que vocês verão aqui no blog amanhã!), o Caio encarnou o protagonista do filme Oito e Meio, do diretor italiano Frederico Fellini, e é para todo mundo ficar por dentro que resolvemos falar um pouco sobre esse longa, que até hoje acalenta os corações desesperançosos de cineastas e artistas em crise!

Oito e Meio, de 1963, é um filme autobiográfico de Frederico Fellini, um dos mais importantes cineastas italianos (diretor de outros clássicos como La Dolce Vida e E La Nave Va). Fellini, inclusive, afirmou que algumas das cenas do filme foram concebidas em sonhos que teve. O longa levou duas (melhor filme estrangeiro e melhor figurino – preto e branco) estatuetas das cinco categorias às quais foi indicado no Oscar daquele ano!
O filme conta a história do cineasta Guido Anselmi, vivido por ninguém mais, ninguém menos do que Marcello Mastroianni, que passa por uma crise por conta do seu estilo de vida, e se interna em uma estação de águas para se inspirar. Além disso, rola toda uma história sobre o filme ter influências na psicanálise jungiana, pelo enfoque nos sonhos do protagonista como explicações para sua persona, o preto e branco do filme…
Achamos este vídeo, do programa Zoom, da Cultura, com o cineasta Beto Carminati relembrando uma cena do filme, vale a pena!
Perguntamos para nossa querida Driciele de Souza, estudante de Audiovisual, no Senac, o que ela achou do filme:
“Parece complicado escrever sobre 8 1/2 e não expor a identificação imediata com Guido. O bloqueio criativo de um artista que coloca em xeque todas as relações de sua vida. Os dramas sofridos pelo personagem, as dificuldades de estabelecer um relacionamento amoroso; as cobranças no trabalho e, principalmente, as cobranças a si próprio, dramas esses que poderiam pertencer a qualquer um. A eterna necessidade de se fazer escolhas e se obter respostas. Um homem que ainda que pareça ter alcançado o auge de sua vida, a plenitude de sua carreira profissional, que carrega nas costas o peso da produção de obras-primas, mas não está isento de incertezas e insegurança. A experiência vivida por Guido soa para mim, de alguma forma, como um certo alívio. Perceber que nem sequer um gênio da criação está livre de questionar o propósito de sua vida. A felicidade tida sempre como ideal, mas que Fellini responde a si próprio não ser sua tarefa.”
E você, já assistiu ao Oito e Meio? Conta para gente o que achou!
E se ficou interessado, prepare-se que amanhã postaremos o texto lin-do do Caio, não percam!




