Memórias dos outros #1

abr 10

Hoje temos a alegria de apresentar para vocês mais uma nova colunista da #comofas! Flora Ciccone Miguel invade nosso blog (e nossos corações e almas) para falar da noite, das singularidades do dia, da busca, da crise advinda da busca, de etecéteras e das “memórias dos outros” – Sua visão parcial, com uma roupagem imparcial, de alguns habitantes reais ou imaginários do mundo. 

Alguma dúvida de que você conhece ou já conheceu ou vai conhecer alguns desses personagens? Flora, seja bem-vinda e obrigada pelo banho de sensibilidade e inspiração. Será mesmo uma explosão de sentimentos e prazer ter e ler seus textos por aqui! E quem não conhece o blog dela tem que mergulhar por lá também! 

Memórias dos outros #1

O Roberval tinha a mania
de criar paralelos.

Roberval já teve duas namoradas
que trocou por uma louca
que largou por ser louca.

Enquanto isso,
foi se enganchando a uma pequena desordeira
de sete vidas ao longo da história.

Nesse ponto ele já amava outra mulher
que lhe rendeu fortes crises de enxaqueca
e sonhos com cadeiras de balanços e crianças
correndo pelos corredores, espaços não projetados
para correria.

O próprio tempo correu tanto que Roberval se afastou
das vidas paralelas que sem cuidados sempre cultivou
e analisou com estranheza seu passado; passou tinta fresca
nas paredes da casa e viveu a apatia, a doçura e a paz
de um homem envelhecido.

Até que um dia a mulher enxaqueca apanhou suas malas e partiu.
Roberval a quis de volta, ela relutou.
(…)
Ela quis Roberval de volta, ele não aceitou.

Roberto tinha arrumado uma garota descolada
e fazia pose de roqueirão ao lado dela.
Era Rob, Beto, Betão, um cara cool que toca na noite.

Roberto esperou a ex mulher na saída do emprego
e ela sequer o reconheceu.
As outras mulheres também não o reconheceram.
Sua mãe não o reconheceu.
Seus amigos não o reconheceram.

Dizem por aí que Roberval passa seus dias em uma cadeira
de balanço, para lá e cá, mas mal saindo do lugar.
Dizem que sua vida se explica por tudo a que se aplica.

E Rob, o paralelo de si, está pouco se fodendo.


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Comofas na larica? – Pé de moleque da vovó Aracelli!

fev 9

Irresistível!

Alô projeto de dona de casa! Vocês vão morrer de amores essa semana com a receita do maravilhoso pé de moleque da minha querida vovó Dona Aracelli que veio diretamente e especialmente de Belzonte pra fazer o fim de semana dô cêis um cadim mais doce e feliz!

Sério! Não existe pé de moleque melhor que esse não! É muito fácil de fazer, 20 min tá pronto e dá para impressionar namorado(a), família, amigos ou, simplesmente, afogar a lua cheia (ou TPM) em muita gostosura!

Hoje é quinta! Corre lá no mercadinho a noite e já compra os ingredientes para fazer nesse fim de semana!

Bora Lá…

Ingredientes

½ kg de amendoim sem torrar

2 xícaras de açúcar cristal

½ copo de água

1 lata de leite condensado

½ colher de café de bicarbonato de sódio

#comofas?

Leve ao fogo médio o amendoim, o açúcar e a água. Mexa bastante até a mistura secar e tomar a consistência de um Praliné (aquele amendoim todo envolto no açúcar, sabe? Crocantizinho).

Já chegou nesse ponto? Parabéns, você está indo bem! Agora continua mexendo até a mistura começar a ficar queimadinha. Isso mesmo! É o que vai dar cor ao nosso pé de moleque. Só não deixa queimar muito, ok?!

Aí é só acrescentar o leite condensado e o bicarbonato. Não se assuste! Quando acrescentar o bicarbonato o trem vai ficar branco, fervendo de maneira louca, supitando na panela mas tá tudo certo. É assim mesmo!

Continua misturando, batendo com a colher até a mistura começar a se desprender da panela (quando dá para ver o fundo) tipo o ponto do brigadeiro, sabe?

Aí é só virar numa pedra de mármore ou tabuleiro untado com manteiga, dar uma ajeitadinha e apertadinha para ficar mais fino e uniforme e, ainda quente, fazer os cortes no pé de moleque e deixar esfriar. Se deixar para cortar depois de frio não rola! Faça os pedaços antes. Quando estiver frio, é só desgrudar da forma com uma colher ou garfo e aí é só alegria!

Espero que façam e gostem tanto quanto nós aqui amamos essa receita! E, em tempos de lua cheia de caos, como já dizia meu avô Edson, bora comer doce que de amargo já basta a vida! Beijo mineiro prô cêis e pra minha vózinha linda que sempre me entope de amor e comida!

Vovô Lacy e Vovó Aracelli no canto esquerdo e o resto da família mineira toda na formatura da minha prima Larissa, fim de semana passado! ♥

 

 

 

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